Photo by Guillermo Ferla on Unsplash

Ontem numa conversa de amigos veio à baila crenças religiosas, a sua eventual validade ou falta dela.

Eu embora não seja ateu, nem agnóstico, como não sigo qualquer religião compreendo que a malta fique um pouco baralhada quando transmito que aceito a existência de Deus, não como crença, mas como algo lógico.

Mas depois quando tento explicar a ideia subjacente a este pensamento, sinto que me embrulho todo e não transmito corretamente o que penso sobre o tema.

Em jeito de apontamento, numa tentativa de estruturar o pensamento, aqui ficam os dois argumentos (no meu ponto de vista, argumentos lógicos) em que se baseia a minha crença:

1. Todo o efeito tem uma causa. Ora se todo o efeito tem uma causa, no limite tudo o que conhecemos (e desconhecemos) no Universo é o efeito do Big Bang, que por sua vez poderá ser o efeito de outra coisa qualquer, que por sua vez ainda, pode ser o efeito de algo anterior... e por aí fora.

2. O nada não cria coisa alguma. O conceito do nada é altamente discutível, eu pessoalmente acredito que o nada (o absolutamente nada) não existe, mas por hipótese, partindo do princípio que o nada alguma vez foi a realidade, é impossível algo ter surgido do nada, e é igualmente impossível que o nada tenha criado alguma coisa.

E é isto.

Para mim Deus não é o Deus bíblico, não é um velhinho de barbas brancas a olhar para o que fazemos, não é uma entidade castigadora, nem castradora, nem religiosa ou mítica.

É algo que não consigo transmitir, que a ciência ainda não descobriu e a que convicionei chamar de Deus.

Basicamente é a força criadora, a origem disto tudo, algo que não compreendo, mas que seguramente não terá nada a ver com a estupidez humana, nem com as guerras feitas em seu nome.